Polícia Federal faz busca no Congresso Divulgação - publicada em 18. 5. 2017 - atualizada 12h29 O deputado Rocha Loures e o senador Aécio Neves foram citados em gravações feitas por empresário; o presidente da República, Michel Temer, também foi envolvido
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A Polícia Federal realizou nesta quinta-feira (18), por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), uma operação de busca e apreensão no gabinete do deputado Rocha Loures (PMDB-PR) na Câmara e em imóveis dele no Paraná. A PF realizou ações semelhantes no gabinete e em imóveis do senador Aécio Neves (PSDB-MG).

A assessoria de Rocha Loures informou em nota que o deputado “está em Nova York, onde proferiu palestra sobre a política brasileira a um grupo de investidores internacionais”. Em seu retorno, previsto para hoje, “o deputado deverá se inteirar e esclarecer os fatos divulgados”. Segundo o jornal O Globo, Joesley Batista, dono do frigorífico JBS, entregou ao Ministério Público Federal gravação em que “o presidente Michel Temer, em março, dá aval para o empresário comprar, com mesadas, o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e do operador Lúcio Funaro, ambos presos na Operação Lava Jato”. Temer ainda teria indicado Rocha Loures para resolver um assunto de interesse da JBS. Segundo o jornal, o deputado, assessor especial de Temer entre outubro de 2016 e março último, foi filmado pela Polícia Federal recebendo R$ 500 mil enviados por Joesley Batista. Nesta manhã, a PF esteve no gabinete de Loures na Câmara, em uma operação de busca e apreensão de documentos.

Em nota, o presidente Michel Temer reagiu ao noticiário e declarou que “defende ampla e profunda investigação para apurar todas as denúncias veiculadas pela imprensa, com a responsabilização dos eventuais envolvidos em quaisquer ilícitos que venham a ser comprovados”.

Outra filmagem Ainda segundo o noticiário, a PF filmou ainda a entrega de R$ 2 milhões, pela JBS, a um intermediário de Aécio Neves. O senador disse em nota estar “absolutamente tranquilo quanto à correção de todos os seus atos”. Por determinação do STF, nesta manhã a PF prendeu Andreia Neves, irmã do senador.

Joesley Batista, que também mencionou o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, e seu irmão Wesley estariam negociando com a Procuradoria Geral da República um acordo de delação premiada. Já teriam confirmado as declarações ao ministro Edson Fachin, responsável no STF pela Lava Jato.

Da Redação A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara Notícias'  

 

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