Subjetividade pode queimar Divulgação - publicada em 19. 7. 2016 - atualizada 14h32 O fato de ‘estar’ como assessor não isenta um jornalista de seu compromisso com a veracidade. É sim possível ser isento, objetivo e transmitir a mensagem sem precisar recorrer a inverdades
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Por Rita Garcia

Há mais de dois anos escrevi um artigo aqui no Guia intitulado Objetividade, uma utopia. Nele explicava que desde a época da faculdade eu defendia que a teoria da objetividade, ensinada na disciplina Teoria da Comunicação, trata-se tão somente de uma teoria, sendo utópica na prática.

O artigo é subjetivo, pois trata-se de uma opinião dada por alguém e eu apontava a ausência de objetividade em uma matéria feita por mim como release e a matéria de um jornalista que escreve em periódico. Nesse artigo, em momento algum, sugeri que algum de nós estivesse errado, apenas contestava a teoria da objetividade. O colega se ofendeu e utilizando ainda mais sua subjetividade utilizou sua coluna para ofensas pessoais.

As recentes notícias a respeito da suspensão de cirurgias na Santa Casa de Rio Claro por conta da passagem da Tocha Olímpica em nossa cidade me levaram a novamente a querer exprimir a minha opinião a respeito da maneira como a profissão tem sido exercida.

É dever do jornalista, apesar da utopia da teoria, ser o mais objetivo possível e para isso, é inevitável que ambas as partes envolvidas sejam consultadas a respeito do que está sendo noticiado. Isso é o mínimo, reservado às partes o direito de não se manifestar. Não sei avaliar se é devido à urgência com que as notícias correm em razão das ferramentas virtuais, mas penso que os periódicos estão perdendo o seu principal trunfo: checar os fatos. Acredito que o tempo entre uma edição e outra permite ao veículo impresso buscar, checar e avaliar a veracidade das informações, mantendo sua credibilidade e passando confiança aos seus leitores.

Recentemente também escrevi sobre a importância da comunicação integrada, que não é uma realidade apenas das empresas privadas. A Prefeitura de Piracicaba é um excelente exemplo de como é benéfico o trabalho integrado de diferentes frentes da comunicação. No artigo A importância da comunicação integrada discursei sobre o absurdo de um jornal publicar que a assessoria de um órgão público não se manifestou ao ser procurada. A existência da assessoria se justifica, entre outras ações, para manter relacionamento com veículos de imprensa e atendê-los sempre que necessário.

O fato de ‘estar’ como assessor não isenta um jornalista de seu compromisso com a veracidade. Sei das dificuldades em colher informações e da quantidade de informação em off que é necessário manter, porém ouso afirmar que a prática do jornalismo, seja ela em um periódico, seja ela a um assessorado também envolve inteligência, criatividade e a busca utópica pela objetividade. É sim possível ser isento, objetivo e transmitir a mensagem sem precisar recorrer a inverdades.

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