A importância da comunicação integrada Divulgação - publicada em 7. 1. 2016 - atualizada 15h25 De nada adianta uma boa publicidade, se a realidade mostra o oposto. Pelo contrário, discurso e prática que não caminham juntos geram falta de credibilidade
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Por Rita Garcia

“Ou você tem uma estratégia ou é parte da estratégia de alguém” – Toffler

Ouso citar Toffler, pois nos diversos treinamentos com enfoque na comunicação integrada tive acesso a alguns de seus conceitos e obras e, portanto, me dou o direito de utilizar o que aprendi, mesmo não conhecendo o todo. Afinal, estamos sempre a aprender e a sabedoria começa na dúvida.

A citação que inicia meu artigo mostra, na minha opinião, o quanto o atual governo municipal está rendido. Recentemente tenho lido na mídia rio-clarense muitas informações que necessitam de um posicionamento claro da prefeitura. São diversos departamentos, com chefes e diretores que estão ali, entre outras atribuições, para prestar contas. A prefeitura é um órgão público que tem como patrão a população. É seu dever se justificar. Calar não é digno e nem opção, e o porta voz de toda a estrutura que forma a prefeitura é o departamento de comunicação.

A diretoria de comunicação da prefeitura municipal de Rio Claro tem em seu quadro nove funcionários, sendo dois diretores, sim dois diretores para um só departamento - um concursado e um comissionado. Enfim, são nove profissionais que têm como uma de suas competências buscar informações nas diversas secretarias e departamentos para não deixar os órgãos de imprensa sem resposta às solicitações diversas que em sua maioria são demandadas da população para esses veículos.

Atuei na diretoria de comunicação da Prefeitura de Piracicaba, como assessora de imprensa da Secretaria de Saúde. A demanda era grande, principalmente no que dizia respeito aos Postos Saúde da Família (PSF) e Prontos-Socorros. Não podíamos sair do trabalho sem dar retorno aos colegas da mídia que nos procuravam como fonte oficial para pedir informações.

É, na minha opinião, inadmissível que uma diretoria de comunicação de um órgão público permita aos cidadãos que leiam nas páginas do jornal que "ao ser procurada a prefeitura não se manifestou” ou que "até o fechamento da edição não obtivemos resposta". Vocês, governantes, têm o dever de responder, e vocês, caros colegas de profissão, têm a obrigação e comprometimento de transmitir a informação da maneira mais clara e objetiva possível dentro do que foi solicitado.

A área de propaganda da prefeitura está muito bem assessorada, pois as divulgações a respeito da iluminação pública nos fazem até acreditar que de fato vivemos em uma cidade iluminada, digna da taxa absurda que pagamos. Infelizmente, de nada adianta uma boa publicidade, se a realidade mostra o oposto. Pelo contrário, discurso e prática que não caminham juntos geram falta de credibilidade.

Se posicionar com fatos e argumentos, mesmo que não sejam os melhores, permite que a pessoa, empresa e/ou governo admita falhas e ganhe crédito para que possa acertar, se necessário até mesmo pedindo ajuda. Agora, se nem isso mais é possível se fazer, pois há muito perderam a mão do que fazem, por favor, joguem a toalha.

Em resumo, a comunicação integrada permite que todos falem a mesma língua. Antes de soltar um release ou uma peça publicitária para afirmar que a iluminação pública atende as necessidades da população, certifique-se de que de fato isso está correto. Converse com departamentos, proponha estratégias e sugestões. A comunicação é estratégica e, para que some ao todo, precisa se envolver, perguntar, cobrar, ter conhecimento mínimo dos departamentos e áreas de atuação. Só assim poderá exercer um bom trabalho.

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