Liberdade de expressão tem limite? Divulgação - publicada em 22. 1. 2015 - atualizada 14h37 Para garantir que tenhamos ‘’liberdade de expressão’’ é preciso ter a consciência de que para tudo há um limite e que a minha visão de mundo não é a mesma do vizinho
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Por Rita Garcia

Como ensina o dito popular, “uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa”. E a palavra coisa é imprecisa, o que permite que seja subentendida como a gente quiser. 

‘’Liberdade de expressão’’. Apliquemos a esse termo, muitas vezes utilizado como escudo para defesa, a ideia de que uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa.  

O termo, em síntese, diz que somos livres para manifestar nossas opiniões. Nossas opiniões são formadas a partir de experiências e vivências acumuladas a partir da infância. Logo, para garantir que tenhamos ‘’liberdade de expressão’’ é preciso ter a consciência de que para tudo há um limite e que a minha visão de mundo não é a mesma do vizinho.

Portanto, liberdade de expressão é uma coisa e insulto é outra coisa bem diferente.

O Papa Francisco declarou que a liberdade de expressão não deve ser entendida como direito de insultar. Há um clichê que diz que para toda ação existe uma reação. Fato. A religião muçulmana tem como Lei, por assim dizer, não reproduzir imagens de seu profeta. Tá certo? Tá errado? Não tem mérito essa discussão, mas trata-se de uma cultura que para um determinado povo é sagrada. Diante disso, como é que podemos achar que a liberdade de expressão garante o direito de desdenhar do que quer que seja?

Acredito que nós, seres humanos, não somos seres racionais. Talvez sejamos os seres mais irracionais do planeta, pois utilizamos nossa inteligência e conhecimento para criar armas que matam, destruímos a natureza, criamos produtos que nos envenenam e deixamos que o abalo emocional seja responsável por catástrofes.

Outra prova de que somos irracionais é a mania de externar problemas. Somos todos sempre vítimas dos acontecimentos e apontamos o dedo a quem quer que seja que nos contrarie em nossas crendices.

Não é questão de comparação, porque nada, nem a lei sagrada do islamismo em não personificar o profeta, justifica a chacina de Paris, mas quem nunca viu uma criança avançar na outra porque foi chamada de gordinho, baixinho ou satirizado por usar chupeta? É do ser humano agir inconsequentemente e cada um reage da sua forma.

“Esse mundo tá perdido’’. Sábia expressão. Todavia, enquanto culparmos o mundo e tornarmos vítimas os que primeiro foram algozes o mundo jamais será salvo. "É preciso cortar o mal pela raiz", ensina um outro dito popular.  

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