Analfabetismo eleitoral Divulgação - publicada em 24. 10. 2014 - atualizada 9h25 | 1 comentário Sabemos qual é de fato o papel dos governantes? Sabemos a diferença entre executivo e legislativo? Qual é a principal função do presidente da República? Quais são nossos deveres como cidadãos? A nossa obrigação termina no voto?
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Por Rita Garcia

Os embates políticos das últimas semanas entre Dilma Rousseff e Aécio Neves ou entre PT e PSDB me levam cada dia mais ao livro Ensaio Sobre a Lucidez, de José Saramago. Antes de continuar o artigo, gostaria de esclarecer que não sou tão inteligente assim por citar Saramago e que suas obras são acessíveis a todos os que, como eu, têm o mínimo de curiosidade em saber o que leva um autor a ser aclamado em praticamente todo o mundo.

Em resumo, a história discorre sobre o processo eleitoral em um país em que 70% dos votos dos eleitores estavam em branco. A eleição é repetida e 80% dos votos são brancos. A partir deste resultado o governo tenta descobrir o que é que está tentando minar a base governista e esquece-se de que em uma democracia os eleitos devem servir ao povo. A questão deste romance é: serão os eleitores cidadãos que elegem de fato representantes ou exercem apenas um papel formal na política?

Esse debate cego de que a Dilma e o PT não prestam e de que o Aécio vai acabar com os programas sociais e empobrecer a classe média me levou a um paralelo com a ideia descrita por Saramago. Não sou partidária e o que me atrevo a falar sobre política concentro no papel que me cabe enquanto cidadã. Vou discorrer novamente sobre a nossa cegueira e ouso dizer analfabetismo eleitoral. Com o uso das redes sociais acredito também que somos todos analfabetos funcionais.

Sabemos qual é de fato o papel dos governantes? Sabemos a diferença entre executivo e legislativo? Qual é a principal função do presidente da República? Quais são os nossos deveres como cidadãos? A nossa obrigação termina no voto?

Infelizmente os governantes que poderiam puxar essa reflexão e colocar fim aos absurdos que muitos deles cometem dão o péssimo exemplo. Como é que podemos acreditar em qualquer mudança que seja se a forma para chegar ou manter-se lá continua a ser a mesma?

Meu desejo é de que tivéssemos uma porcentagem 80% de votos em branco. De que nós, cidadãos que pagamos impostos absurdos e não temos nenhum retorno disso tivéssemos consciência de que é preciso mudar objetivos, mudar metas e desejos e de acreditar que merecemos o melhor e não o "menos pior".

Estamos há três dias de decidir o rumo que o país vai tomar nos próximos quatro anos e estamos presos ao passado dos candidatos que se apresentaram? Assistimos todos os dias no horário reservado para exposição de ideia e projetos promessas sem fundamento e críticas pessoais? Vamos às redes sociais defender fulano de ciclano por opção sexual, gostos pessoais e aparência física? Por favor. Merecemos ou não os governos que temos ao longo da história?

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Comentários
por herbert pinho halbsgut em 25/10/2014 - 18:41
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No segundo debate entre Dilma, Marina e Aécio...
...este Guiarioclaro.com.br chamou atenção dos leitores para o evento em artigo de Divulgação datado de 1.9.2014 e intitulado " Debate reúne Dilma, Marina e Aécio no SBT", em https://www.guiarioclaro.com.br/matéria.htm? serial v=206004432. Fiz dois comentários em seguida ao artigo e intitulados "Propaganda eleitoral sem que candidatos explorem seus programas de governo" e que acredito podem somar-se às opiniões de muitos eleitores e da jornalista Rita Garcia. Amanhã, nas primeiras horas da noite, saberemos o que nos reserva o futuro, dependendo de quem será eleito com votos de eleitores conscientes, ou não, sobre tudo o que é necessário saber para a escolha de governantes competentes, quando temos o que escolher dos apresentados pelos partidos políticos. Que a lei da Ficha Limpa seja cumprida cada vez mais e que as reformas sejam realizadas visando o bem de todos os brasileiros. Espero que a maioria dos eleitores compareçam e votem: cidadania é um dever e um direito de todos!
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