Museu de Paleontologia tem cerca 40 mil peças Divulgação - publicada em 22. 9. 2014 - atualizada 13h51 Quem quiser aliar diversão e conhecimento pode fazer um passeio diferente, agendando uma vista ao Museu de Paleontologia e Estratigrafia “Prof. Dr. Paulo Milton Barbosa Landim”, do Departamento de Geologia Aplicada (DGA)
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Instalado no prédio do DGA, o acerco do Museu tem cerca de 40 mil espécimens, entre fósseis e rochas sedimentares, provenientes de várias regiões do Brasil, inclusive do exterior. São peças encontradas nas bacias sedimentares brasileiras ou conseguidas por meio de aquisições. Estudantes e comunidade podem agendar visitas ao Museu, para um tour de conhecimento através das eras geológicas.

“A associação entre rochas sedimentares e fósseis não é gratuita. Geralmente os fósseis são encontrados em rochas sedimentares”, explica o Prof. Dr. Reinaldo J. Bertini, coordenador do Museu. O docente explica que o Museu de Paleontologia e Estratigrafia possui quatro coleções distintas: expositiva, pesquisa, didática e depósito. A primeira é destinada para exposição ao público, a segunda para uso de professores, pesquisadores e estudantes, a terceira é utilizada nas aulas em laboratórios de aulas práticas e a quarta é formada por peças que não se enquadram nas três categorias anteriores, que são usadas para doações e trocas com outras instituições.

O acervo é exposto ao público em ordem cronológica, dos fósseis mais antigos para os mais recentes. Quem for ao Museu poderá encontrar peças com mais de um bilhão de anos, e outras com milhares de anos. Há amostras de vegetais, vertebrados e invertebrados fósseis. Dentre os materiais disponíveis para exposição, os visitantes podem conferir uma mostra de estruturas e rochas sedimentares e materiais fossilizados, como répteis do Período Permiano (entre 299 e 251 milhões de anos), pegadas de dinossauros e mamíferos do Período Jurássico (201,6 - 145,5 Ma) e alguns materiais de crocodylomorfos do Período Cretáceo (145,5 - 65,5 Ma).

O professor conta que o Museu de Paleontologia foi criado em 1991 com fósseis contrabandeados, apreendidos pela Polícia Federal, e doados para a Universidade. As peças doadas deram início ao acervo do Museu, fundado pelo Prof. Dr. Paulo Milton Barbosa Landim, que também foi um dos criadores do Curso de Geologia em Rio Claro. Aos poucos, o acervo foi sendo incrementado ao longo dos anos com recursos da Reitoria, da FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), da Pró-Reitoria de Extensão Universitária (PROEX) e do CNPq (Conselho Nacional de Pesquisas), que financiam pesquisas e expedições.

Os visitantes do Museu são, em sua grande maioria, estudantes dos ensinos fundamental e médio de Rio Claro e região, mas também há estudantes de outras universidades. 

Informações também podem ser obtidas pelo site. Geralmente as visitas são feitas em conjunto com o Museu de Minerais e Rochas “Heinz Ebert”, do Departamento de Petrologia e Metalogenia da UNESP Rio Claro.

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