Objetividade, uma utopia Divulgação - publicada em 28. 8. 2014 - atualizada 15h9 A notícia é sempre tendenciosa. Em resumo a objetividade jornalística consiste em ser fidedigno e impessoal. O ser humano é por natureza subjetivo. Comunicação não é o que se diz é o que o outro entende
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Por Rita Garcia

Há exatos três anos escrevi um artigo para o meu blog intitulado “A subjetividade dos jornalistas”, na época havia participado de uma coletiva de imprensa que anunciava a Fatec em Rio Claro. Estava acompanhando um cliente para o qual fazia assessoria. O meu texto falava de quem eu assessorava, sua participação neste evento e sua opinião a respeito da vinda da faculdade para Rio Claro.

Na época, vi e ouvi o secretário de Desenvolvimento Econômico dizer para a repórter do jornal mais influente da cidade que “só ela mesmo para dar uma força para a pasta” e me questionei: o que ele quis dizer com isso?  Depois fui ler a matéria da repórter e ela destacava as benfeitorias que a prefeitura anunciava para a cidade. Nada de novo em seu texto e nada que pudesse desagradar ‘gregos e troianos’.

Refleti então que a minha subjetividade era com o meu cliente e a da repórter com o jornal e sua relação com a prefeitura. A notícia é sempre tendenciosa.

A objetividade é um dos primeiros conceitos aprendidos na faculdade de comunicação social. Eu e a minha praticidade sempre duvidamos dela. Desde o início eu defendia que isso era utopia, tinha discussões acaloradas com a professora, que adorava me provocar. Hoje eu tenho certeza de que ela concordava comigo, mas precisava ensinar a teoria.

Em resumo a objetividade jornalística consiste em ser fidedigno e impessoal. O ser humano é por natureza subjetivo, prova maior disso é o mantra que entoo a todo tempo no ambiente de trabalho: comunicação não é o que se diz é o que o outro entende. A objetividade é ensinada dentro da matéria intitulada Teoria da Comunicação. Assim passa a fazer um pouco mais de sentido.

As notícias divulgadas nos últimos dias na imprensa rio-clarense a respeito do não pagamento das horas extras aos servidores me fez querer mais uma vez abordar essa questão e expor a minha opinião. De notícias mais parciais que narram os fatos aos servidores mais poupam a prefeitura a notícias que incitam a uma nova greve, cada um na sua subjetividade, atendendo aos seus interesses.

A foto publicada na coluna PolitiKa na edição do JC de hoje (28), atesta que a assembleia estava vazia. A foto tirada por mim, no fundo do salão mostra que ao menos uma centena de servidores esteve presente. Quem foi mais objetivo? Ou cada um de nós deixou prevalecer a sua subjetividade?

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