Tempos difíceis, necessidades práticas? Divulgação - publicada em 24. 4. 2013 - atualizada 10h20 Potencializar os pontos fortes e minimizar os fracos. Esta é uma regra de ouro no marketing quando se trata de trabalhar a imagem de um produto ou marca
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*Por Diógenes (Didi) Pasqualini

As tendências estão bem à frente, e é preciso saber aproveitá-las no intuito de incrementar a imagem positiva que o consumidor tem ou possa vir a ter de determinado produto ou marca. A comunicação, por meio da publicidade, cria vínculos que elevam o poder de consumo e, consequentemente, os lucros. Esse conceito de marketing, bem a grosso modo, mostra a eficácia de um manejo que reúne estratégia, conhecimento, projeto e comunicação.

No marketing político, este conceito pode ser muito bem aplicado. Principalmente quando se trata de minimizar os pontos fracos e saber aproveitar a divulgação positiva em forma de discursos publicitários ou noticiosos e assim potencializar os pontos fortes.

O que se pretende pensar aqui é exatamente o possível esgotamento desta prática. As mudanças política e econômica em todo o mundo nos colocam diante de tempos difíceis e como regra a política tem se tornado um tema “duro”. Como sintoma, percebemos que há a necessidade de identificar no meio ambiente ações que possam garantir a permanência de um modelo que mostra sinais de saturação.

Como chegamos a esta constatação? Percebemos que os chamados “radicais” ficaram sem seus discursos e que as futuras gerações não estão problematizando o oposto, as ideologias e os discursos que tencionam as ideias como exercício do pensar e como produtor de entendimentos. Assim, a sociedade busca “se organizar” em torno de grupos, redes sociais, entidades, Ongs, etc., deixando de lado os partidos políticos.

Contrariamente a isso, o que fica é uma aparente homogenização no exercício do político. Seria sintoma do imediatismo e fórmulas prontas que pedem receitas consagradas (desgastadas?) em busca de resultados? Nesta vida on-line, em que quase tudo o que é privado torna-se público pelas redes sociais, cabe uma reflexão sobre se os espaços em rede não se revelam uma ameaça à instituição partidária.

Mas o que tudo isso tem a ver com nosso marketing? Tudo. Há menos de uma década, as estratégias giravam em torno de redes fixas baseadas no desenvolvimento do produto, fabricação, promoção, pontos de vendas e distribuição, o que era chamado de rede vertical. Hoje esse modelo implica a metáfora da horizontalidade, em que todos têm impacto no produto final. Na política, essa tendência está bem clara. Saem de cena as ideologias, e a credibilidade agora é sustentada pela forma com que partidos e políticos conseguem ver e inserir em seus discursos a essa horizontalidade, batizada de governamentalidade, dos blocos que sustentam este ou aquele governo.

O modelo vertical, de cima para baixo, parece estar perdendo força. Em outras palavras, existe diferenciação na forma de pensar e agir, e o marketing político não pode ficar fora dessa discussão. Todos esses argumentos devem ser pensados e ampliados, mesmo que levem a uma reflexão mais simples. O eleitor talvez esteja dizendo que precisa ser envolvido por outras ideias e atitudes.

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