Relação e relacionamento Divulgação - publicada em 28. 11. 2011 - atualizada 8h40 Constituir um grupo de trabalho é o passo mais importante a ser tomado depois da decisão de uma candidatura. Ele deve ser pensado com olhos em uma possível eleição
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*Por Didi Pasqualini

Constituir um grupo de trabalho é o passo mais importante a ser tomado depois da decisão de uma candidatura. Ele deve ser pensado com olhos em uma possível eleição. Portanto é preciso começar a fazer agora um exercício de um possível mandato em 2013. Também é o momento de se perceber quem pode ser colaborador e quem tem potencial para compor a equipe de governo. Deixar para pensar nesta estrutura perto da eleição pode ser ação muito desgastante. Quando um grupo é constituído para campanha, é quase natural que a maioria imagine sua integração à estrutura de governo. Sabemos que, ao escolher um, deixamos dezenas de fora e aqueles que eram “amigos”, geralmente, se tornam inimigos e passam a torcer pelo insucesso administrativo. Este é o primeiro desafio que todo candidato deve enfrentar ao dizer “sim” ao partido.

Outro aspecto importante diz respeito ao próprio partido. A estrutura partidária, às vezes, também impõe uma série de nomes que estará indiretamente agregada ao futuro candidato. Cada partido aliado vai naturalmente lutar para ocupar estrategicamente as secretarias e assim indicar as pessoas que as comandarão. Nem sempre este pacote se adéqua a necessidades, projetos e propostas de quem vai disputar a eleição. Grupos ligados a sindicatos, igrejas, entidades de classe etc. também, muitas vezes, esperam por cargos – trata-se de situação ainda mais delicada, visto que agem como partidos e acabam por oferecer nomes à estrutura, aumentando a lista. É um momento para se agir com inteligência e muita cautela, em que o candidato precisa saber dizer “sim” e “não”, sob pena de ter uma administração refém de “amigos”, partidos, entidades, associações etc. Ao fazer acordos antes é preciso ter em mente que eles serão cobrados depois. Apoio é diferente de “investimento” futuro na carreira, nos negócios, no emprego etc.

É interessante perceber e temos visto, que, caso aconteça a ruptura entre o candidato e seu grupo após a eleição, emerge o efeito “punitivo” que, geralmente, castiga o eleito, que sente o efeito do abandono do grupo político – o que atrapalha e muitas vezes inviabiliza todo o projeto administrativo. Definitivamente, a escolha do “time” político não deve espelhar sistemas de bondade ou maldade, aquela historia do sacrifício hoje em nome da causa, mas ser pensada com base nas competências e no papel que cada um irá desempenhar ao longo do processo. Cada pessoa deve saber a sua exata função no grupo e até onde vai chegar se o candidato apoiado for eleito. Muitos candidatos, ao perceberem que podem baratear sua campanha e no desejo de agregar maior número de pessoas, prometem cargo e emprego sem depois poder atender tal demanda.

É muito raro um candidato pensar nisso tudo e estas análises podem ser considerada ou não, dependendo de como cada candidato ou partido entende projeto de campanha. Este honestidade candidatura/equipe vai ligar mais tarde à liberdade de se trabalhar sem culpas ou pressão de grupos ou pessoas, sem a necessidade de acomodar este ou aquele que “ajudou” na campanha porque se estabeleceu uma relação de “troca”. Ao administrador cabe perceber a competência de cada um, agregada às necessidades que cada posto sugere e assim promover a escolha de seu grupo coloborador. Esse tema não deixa de ser uma questão de agregar valor à campanha e uma das mais delicadas estratégias de marketing.

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